Arquivo da categoria: Diarios de M.

Volta

Há tempos estive ausente, vivendo descobertas inesperadas entre naufrágios planejados. Entre ondas, fugaz, retornei do horizonte para dentro da paisagem. Reencontro meu lugar no caminho de volta.

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Indizível

 

 

Quando a noite é uma criança, tudo começa com uma forte luz. A cerveja de pouco valia. Os fogos, meros coadjuvantes, enquanto a estrela que caíra me deixava embaralhado.

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Gira

Passado o momento, ainda seguro com todas as forças sem largar. Os dentes travados, os olhos vidrados e o mundo rodando dentro de mim. Não há portas, nem há janelas. Terei de nascer sozinho.

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Cinzas

Navego ao vento. Minhas velas no olhar. Pérolas que brilham de dia e de noite, percorrendo mares de areia movediça, semicerrando-se entre desejos. Ver ou não ser? Se vejo, já sou. Penetro e me escondo novamente.

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Bagagem

Chinelo, escova, dinheiro… vou fechando a lista e me preparando para ir. Arrumo as coisas sabendo que sempre esquecerei de algo.. um nome.. um rosto.. Não consigo levar tudo em uma bagagem de mão.

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Engrenagem

Um giro e aperta (ai de mim se não), para frente, um, dois, um, dois, e aperta (ai de mim se não), para frente, um, dois e gira novamente para a esquerda, levando e trazendo, para nunca mais ser mera peça de um sonho alheio.

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Presente

Quando passa parece pouco, mas quando dentro, tic e tac, faz do tempo uma dobra que envolve, e em seu aconchego só eu posso dizer quanto durou.

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Inocência

Num instante, pego na mira, um tiro me levou ao chão. Mas com todos meus poderes levantei – pois tiro de vento é sopro na vela da imaginação – e sem que esperasse já estava no revide, procurando por E. atrás do parquinho.

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Salgado

Antes, quando as luzes ainda estavam apagadas, fui eu que levei E. pela mão. Depois, quando as luzes não iluminavam mais ninguém, foi E. que me levou pela mão.

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Despedida

Lembranças da última vez que vi E. …noite clara, poucos amigos e um cheiro forte e doce que ainda hoje me amarga, parecendo se aprofundar em minhas roupas a cada nova lavada.

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